20/03/2010

Choque de realidade

Sem meias palavras. Estamos (paraenses) anos luz do futebol paulista. O banho de bola que o Remo tomou do Santos na última quinta-feira, 18, era completamente previsível. Tomar de quatro foi como levar quatro tapas na cara e continuar de pé, nocauteado. Foi assim que os Meninos do Baenão se comportaram diante do show de futebol dos Meninos da Vila.

Pelo menos vimos a qualidade técnica do Paulo Henrique Ganso de perto. O camisa 10 santista é paraense. Levou a família (foto) inteira pro Mangueirão e fez valer o Ingresso. E o Neymar? O que é aquele garoto! Gênio aos 18 anos de idade. Se não deixar a fama subir à cabeça, vai muito longe.

Na noite anterior, 17, o Paysandu 'segurou' como deu o Palmeiras. Perdeu só de 2 a 1 para o Verdão que deixou estrelas do time como Cleiton Xavier, Pierre e Robert no banco de reservas. Teve bicolor que se iludiu. Pasmem! Gente saindo do resultado comemorando a derrota por 2 a 1 como um feito incrível! Comemoração de quem um dia viu o Papão enfiar 3 a 1 no Palmeiras e, na sequência, conquistar o título da Copa dos Campeões sobre o Cruzeiro. Lembram? Foi em 2002.

A expressão correta é: "ESTAMOS NA MERDA!". Nem Paysandu e, menos ainda o Remo, tem motivo pra se vangloriar de alguma coisa. É o sujo e o mal lavado lado a lado. Uma coisa é certa, nos bastidores, as diretorias pelo menos parecem querer tirar os titãs paraoaras do fundo do poço. Projeto sócio-torcedor, saneamento financeiro. Isso vem sendo feito e precisa ser exaltado. Agora, tecnicamente temos Remo e Paysandu sem a menor chance de bater de frente com equipes da Série A do Brasileirão.

O torcedor sabe disso. Não é bobo. O que não podemos é ter a cara de pau de comemorar derrota, além de celebrar a ilusão por trás da possibilidade inexistente de vencer o melhor time do Brasil na atualidade, o Santos dos magos Neymar, Robinho e André. O que precisamos é nos recolher a nossa insignificância e continuar edificando as bases dos nossos edifícios. Quem sabe no futuro possamos colocar a cabeça pra fora do poço e sorrir de novo. Quem sabe...

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